Wednesday, January 03, 2007

Dinheiro na mão da criança

As atitudes em relação ao dinheiro são muito variadas. As reações podem ir da avareza ao desprezo completo pelo “vil metal”. Quando o individuo tem dinheiro, julga-se que trabalhou, herdou ou roubou. Alguns crêem que é abençoado ou amaldiçoado, que é uma dádiva ou uma desgraça. Se não tem dinheiro, é porque está pagando por sua preguiça ou seu pecado. Se tem dinheiro é por ser um escolhido de Deus, um bem-aventurado.

Há uma variedade de comportamentos para lidar com o dinheiro. Uns gastam demais, outros gastam de menos. Uns gastam com planejamento, outros gastam sem planejar. Alguns vivem dentro dos limites do que possuem, outros nem tomam conhecimento do saldo negativo. Alguns jamais entram no cheque especial, outros não param de comprar enquanto não estouram o cheque especial.

Saber lidar com o dinheiro é uma técnica que aprendemos em casa. Na hora de dar dinheiro para os filhos os pais demonstram sua atitude em relação ao dinheiro e ao filho. Pode-se dizer que demonstram seu amor ou seu ódio, sua aceitação ou sua raiva. Parece que os pais perdem o controle nessas interações. É como se eles não soubessem agir, pensar ou proceder. Alguns se recusam a dar dinheiro para os filhos, outros dão demais. Os pais sempre acham que dão muito, e os filhos sempre sentem que ganham menos do que precisam.

O fato é que os filhos dependem do dinheiro dos pais para suas despesas pessoais. O dinheiro é uma fonte de conflitos, discussões, brigas, injustiças e decepções. Parece que de todos os partilhamentos feitos no seio da intimidade familiar é o que mais provoca lutas e desencontros, é o que mais alimenta mágoas e ressentimentos, é o que mais cria confusões e desentendimentos, é o que mais desencadeia separações e divórcios. Por isso, se a criança aprende cedo na vida a manusear de forma realista o dinheiro, está fazendo um grande investimento para sua felicidade futura. É um aprendizado que vai crescendo junto com as necessidades reais da criança. Necessidades para as quais os pais devem estar atentos e respeitar. Mais do que isso, devem criar condições para que sejam satisfeitas.

Se o filho aprendeu desde cedo a manusear o dinheiro, na adolescência os problemas diminuem. Mas se não aprendeu, os problemas podem ser grandes. É comum ver pais desesperados com os gastos desmedidos de seus filhos. Filhos já na meia-idade, filhos na casa dos trinta. Filhos que nunca se tornam adultos confiáveis e responsáveis.
Dar dinheiro para os filhos se torna um grande investimento quando a doação é feita de forma criteriosa, uma forma que tenha como base a justiça na distribuição dos recursos. Um dos critérios de distribuição é a meritocracia: o individuo ganha pelo merecimento. Para merecer, ele deve desempenhar algumas tarefas, na pior das hipóteses algum comportamento desejado, algum procedimento que justifique o recebimento. Essa afirmação pode receber critica em favor de que o amor deve ser o motivo da doação. Tudo bem, desde que o amor não cometa injustiça. O amor perdoa, mas não muda as conseqüências de uma conduta, nem de nossas dividas. Além disso, o adulto honesto ganha trabalhando, ganha pelos méritos, presta um serviço adequado e recebe uma importância. Se queremos ensinar os filhos a serem adultos, devemos ser modelos, porque é assim que eles aprendem. Quando os pais recompensam os filhos pelos méritos, parece que os filhos respondem melhor. Quem merece mais ganha mais, quem merece menos ganha menos.
Alguns defendem que o critério deve ser a necessidade dos filhos. Na prática o que se observa é que os pais racionalizam, explicam a injustiça de dar mais ao que merece menos dizendo: “Ele é o mais novo”; “Ele é o mais imaturo”; “Ele tem problemas”; “Ele é mais fraco”; “Ele não vai tão bem como você”; “Ele não consegue as coisas que você consegue”; “Você compreende, ele não”; “Você ....
Ser pai não é fácil. Lidar com dinheiro pode exigir mais ainda, mas devemos encarar os desafios e crescer com eles. Portanto, vamos cultivar a sensibilidade, o bom senso, praticar o realismo, exercer a boa vontade, agir com coragem, para ter segurança e seguir com humildade. Assim, estaremos contribuindo para que os filhos cresçam, fiquem independentes e assumam a vida.

Wednesday, December 27, 2006

As Três Fases da Formação de Crenças e Valores
Todo pai responsável e cristão se preocupa em infundir princípios, valores religiosos e morais em seus filhos. Esperam que estes ensinamentos sirvam de referenciais para a tomada de decisão durante a fase posterior da vida, quando estiverem longe dos olhos e tutela dos pais.
Contudo, a pergunta mais freqüente é: qual a melhor idade para ensinar religião aos filhos?
Os especialistas afirmam que a formação de crenças e valores são desenvolvidas na infância, razão pela qual deve-se aproveitar ao máximo esse curto período de aprendizado.

Primeira Fase
Até os sete anos de idade a criança não tem plena capacidade cognitiva, ou seja, não é plenamente capaz de fazer associações, abstrações e não possui mecanismos de raciocínio independente. Ela se contenta com o raciocínio que o adulto faz por ela. Apesar de ser uma pessoa consciente, não têm consciência de é consciente. Essa fase é chamada de absorção, porque o cérebro funciona com se fosse uma esponja, absorvendo tudo o que vivencia, sem questionar. É nesse período que o inconsciente codifica a grande maioria das crenças, valores e atitudes que compõem a personalidade do individuo. Se você nasceu numa família religiosa, por exemplo, provavelmente é religioso hoje.

Segunda Fase
Dos sete aos quatorze anos, a criança passa para uma segunda fase, chamada de modelação. Ela começa a copiar não o que escuta, mas o que presencia. Se a mãe lhe diz: “Não minta para ninguém” e a criança percebe que ela está mentindo para o vizinho, ela aprende que mentir é válido. Nessa segunda fase, a criança registra, compara e copia os exemplos. Agora já não são mais crianças, mas adolescentes que procuram modelos. Por isso, copiam o corte de cabelo de um jogador de futebol, o modo de se vestir de alguém que admira e procuram imitar o grupo de amigos. Isso não é bom e nem ruim em si mesmo. Poderá ser ruim se os modelos escolhidos fugirem do padrão desejado pela família.
É importante durante esta fase, monitorar as companhias e colocá-los diante de modelos dignos de serem imitados, tais como: um líder religioso, de desbravadores, um parente ou amigo que tenha valores e princípios compatíveis com os da sua família. Nesta fase, os filhos estão mais propensos a ouvir qualquer outra pessoa desde que não sejam os pais.

Terceira Fase
Aos quatorze anos a criança entra na terceira fase, chamada de socialização, que vai até os vinte e um anos de idade. Teoricamente, o individuo está amadurecido, embora isso não seja regra geral, pois há pessoas com mais de 40 anos que nunca saíram de casa, emocionalmente. Portanto, é no período que vai do nascimento aos sete anos que o inconsciente codifica a grande maioria das crenças.

Conclusão
Com base nestas considerações se conclui que os pais possuem uma estreita faixa de real influência sobre seus filhos. Geralmente, a fase de ter crianças pequenas em casa, coincide com o tempo em que os pais estão lutando para se firmar em suas atividades profissionais/financeiras, ou concluindo uma especialização acadêmica. É também nesta fase que os filhos, freqüentemente, são deixados a maior parte do tempo com babás, empregadas, escolinhas ou em frente a TV.
Se deixá-los aos cuidados de outros for inevitável, procure cuidadosamente pessoas que estejam dentro de um padrão desejável de valores éticos, morais e religiosos compatíveis com os seus.
Quando estiver em casa priorize os filhos investindo neles tempo real e de qualidade. Não deixe passar a fase da absorção, tão propícia para o ensino da verdade, da dignidade, do amor, da bondade e de outros valores essências. Mas, se depois de fazer todo o possível ainda parecer insuficiente, saiba que possui um “Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará..., esse vos ensinará todas as coisas...” (João 14:26).

Friday, December 15, 2006

As Crianças Precisam de Religião?
Autor desconhecido

Sim e não. Certamente contraditório, mas não incompreensível. Se falamos de religião como a estruturas do poder, níveis de controle, liderança da igreja, cargos da igreja, sistemas doutrinários humanos, coisas feitas com a intenção de obter a salvação, finanças da igreja e até estilos de culto de adoração eu diria que as crianças não precisam de religião. As crianças precisam de cristianismo. Religião tem a ver com sistema organizacional, institucional, enquanto que cristianismo tem a ver com um relacionamento experiencial e de obediência a Jesus Cristo.

É importante compreender que “religião” e “cristianismo” não são a mesma coisa. Não só não representam a mesma coisa, como podem ser antagônicas. Elas são antagônicas quando as pessoas que mantêm e controlam as estruturas do poder – em nível local, regional ou nacional – não tiveram sua vida transformada pelo evangelho, nem são influenciadas pelo modelo de liderança de Jesus, e tiram proveito de sua posição.

A religião pode, em determinados casos, ser até mesmo prejudicial, quando desenvolve uma culpa – que é real a todo pecador – mas sem apresentar a graça e o perdão que Deus tem disponível a todo pecador. É opressiva quando as regras e os ritos são um fim em si mesmo, ou um meio de conseguir tornar-se recomendável a Deus. É atemorizante quando se fala mais do poder do diabo do que do poder de Deus, quando a criança vê maiores manifestações de exorcismo do que de vidas transformadas pelo poder do evangelho. É frustrante e vazia quando se perde numa repetição de ritos e tradições, falatórios decorados, rituais repetitivos e monótonos em que o próprio praticante não conhece a razão de tal sistema tornando-se num autômato. Por outro lado, o praticante mais racional, que busca uma resposta lógica e objetiva para a prática da religião poderá chegar a um “stress” religioso.

O teólogo David Marshall, editor inglês, afirma que o “stress” religioso é experimentado por aqueles que proferem vereditos negativos sobre si mesmos; e os que, por crerem que precisam operar a própria salvação (ao invés de aceitar a de Cristo), caem à beira do caminho quando a luta se torna excessiva para eles.

Mas se a religião é usada como um meio para se alcançar um fim, então ela é benéfica e necessária. Se a religião é apenas um instrumento sistematizador mas não dogmático da Bíblia, se apresenta o problema do pecado mas a solução centrada em Cristo, se apresenta o evangelho como um poder que transforma vidas, se mostra evidências do poder de mudar até as tendências herdadas e as adquiridas ao longo da vida, então, eu diria: certamente, toda criança precisa de religião.

A criança tem que vivenciar uma religião de descanso que Jesus oferece. Isso não quer dizer que essa religião ensine a isenção das obrigações, mas que as ordens de Jesus proporcionam tantos benefícios, físicos, emocionais, psicológicos e sociais, além do espiritual, que atendê-las é descansar. Jesus remove o desespero da busca pela justiça. Religião tem a ver com regras; cristianismo tem a ver com relacionamento diário com Cristo, que se dá pela leitura meditativa da Bíblia e pela prática da oração.

Eugene Peterson parafraseou o Novo Testamento, depois de anos de estudo do grego. Segundo ele, Jesus teria afirmado em Mat. 11:28-30: “Você está cansado, fatigado? Exausto de religião? Venha a Mim. Ponha-se à parte comigo e terá sua vida revigorada. Eu lhe mostrarei como descansar verdadeiramente. Caminhe comigo e trabalhe comigo – observe como Eu faço. Conheça a cadência não compulsória da graça. Não colocarei sobre você coisa alguma pesada ou que não se ajuste a você. Mantenha-se em Minha companhia e aprenderá a viver alegre e em liberdade.”

Essa é a religião que as crianças precisam. E diga-se de passagem, não só elas mas todos nós que buscamos um sentido para vida e uma resposta inteligente para as complicadas questões que afligem a humanidade.

Sunday, December 10, 2006

O QUE VOCÊ É FALA MAIS ALTO

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:
- Quanto custa à entrada?
O bilheteiro respondeu prontamente:
- São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?
Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete. O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:
- O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares.
O pai, sem se perturbar, disse:
- Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade.
Sem a consciência que Bobby tinha da importância de sermos verdadeiros em todas as situações do cotidiano, muitos de nós apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos. Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo.
Desconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humanas, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco. Nesses dias de tanta corrupção e desconsideração para com os valores e princípios bíblicos, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos.
Às vezes, não só mentimos ou falamos meias verdades, como também pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades. Agindo assim, estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade moralmente enferma. Ademais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda.
Pensamos que pequenas mentiras não farão diferença na formação do caráter dos pequenos, mas isso é mera ilusão, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos, estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam. Daí a importância da autoridade moral, tão esquecida e ao mesmo tempo tão necessária na construção de uma sociedade mais justa e digna. E autoridade moral não quer dizer autoritarismo.
Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo próprio exemplo, sem perturbação. A verdadeira autoridade pertence a quem já se conquistou a si mesmo, domando as más inclinações e vivendo segundo as regras de bem proceder. Dessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz método de educação.
Diz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: “Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo.”
Em tempos de desafios e lutas, quando a ética e a moral são mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom exemplo para aqueles com quem você trabalha ou convive. Sejamos cartas vivas de lições nobres que possam ser lidas e copiadas pelos que convivem conosco.
Adaptado do livro: Histórias para aquecer o Coração

Thursday, November 09, 2006

O que fazer depois do NÃO?
O adolescente necessita explicações simples e claras. A frase “por que estou mandando e pronto”, não conseguirá seu objetivo de persuasão, pelo contrário aumentará a rebeldia do adolescente. É importante que o NÃO seja coerente com suas convicções religiosas, éticas e morais e antes de tudo com suas ações.
Um outro fator importante para obter uma maior compreensão na hora de negar um pedido ou corrigir um comportamento:
Os gritos não levam a nada
Se o adolescente levantar a voz, não se ponha nessa mesma situação. Você irá desarmá-lo se mantiver sua voz em tom normal e atitude calma. Diga-lhe que com os gritos não conseguirá nada.
Eduque para liberdade
Ainda que haja muitos perigos fora do lar, não se pode optar por negar todas as permissões. É impossível encerrar os filhos numa bolha por temor dos perigos do ambiente. Eduque o adolescente para desfrutar a liberdade de modo racional e responsável e não como uma oportunidade de libertinagem (faço tudo o que me dá prazer).
Não diga SIM sem estar seguro
Se o adolescente lhe pede permissão e você não está seguro do que responder, tire um tempo antes de dar-lhe uma resposta. Informe-se ou consulte seu cônjuge, para que a decisão esteja respaldada com argumentos de peso.
Um NÃO deve ir acompanhado de um SIM
Ao negar uma permissão, use sua imaginação para oferecer-lhe outra saída, por exemplo: “Por quê em vez de sair à noite não convida seus amigos para assistirem um filme em nossa casa? Eu posso fazer um bolo para eles”.
O melhor conselho
Mantenha um bom diálogo com o adolescente. Antes de dar ou negar um pedido escute seu filho; faça-lhe perguntas de com quem e aonde irá. Logo tome sua decisão e transmita-lhe explicando suas razões.
Não tema a reação
Depois de dar um NÃO, é possível que haja portas batendo, prantos ou frases de ataque. Não dê seu braço a torcer, pois do contrário perderá credibilidade ante seu filho, além do que seguirá utilizando estas táticas no futuro.
Seja humilde e honesto
Se um dia se der conta que se equivocou em sua decisão, esteja preparado para admitir. Não tema ser honesto para reconhecer seu erro diante de seu filho e humilde o bastante para pedir-lhe desculpas.
Como Dizer Não ao Adolescente
Negar um pedido ou corrigir um comportamento inaceitável, é um fator de desgaste para pais e professores de adolescentes. Não é novidade para ninguém, que esta etapa da vida se caracteriza por sua rebeldia e pela apatia ante as orientações da família, que é facilmente substituída pelo grupo de amigos.

Saber dizer não é fundamental, pois por meio de uma negativa dita no tempo e da forma apropriada pode se salvar um filho adolescente de uma situação de risco que pode converter-se em algo grave como o envolvimento com o álcool ou as drogas. O NÃO aos adolescentes sempre deve ir acompanhado de muita calma e convicção do que se diz para que seja efetivo.
Uma coisa é dizer NÃO e outra é saber dizer. Em todos os casos, o filho adolescente deve saber a opinião de seus pais acerca dos lugares e amizades que freqüenta. Muitas vezes, por falta de orientação ou indisposição para enfrentar o adolescente, se permitem amizades ou comportamentos que trazem conseqüências muito negativas.
É importante que a criança tenha referências do que para seus pais, seus professores ou sua escola seja bom ou mau. Uma vez que este conceito esteja claro, os pais devem ser incisivos e contundentes ao dizer NÃO. Deve-se evitar usar esta palavra simplesmente para livrar-se de uma chateação, por vingança ou por estar cansado ou estressado.

Tuesday, October 31, 2006

Avaliação
Os pais devem tomar nota sobre os detalhes das tarefas designadas durante a reunião familiar para cada um dos membros e afixar na porta da cozinha, por exemplo. Desse modo, tanto os pais quanto os filhos poderão verificar facilmente a lista de tarefas para cada dia e assegurar-se de que os responsáveis por cada uma delas estejam cumprindo suas obrigações.
Embora seja comum os pais cobrarem as tarefas não realizadas, nem sempre se lembram de fazer um comentário positivo sobre as responsabilidades cumpridas. O reforço positivo reforça a motivação de repetir o ato, razão pela qual é mais eficaz elogiar o que foi feito de bom do que criticar aquilo que não ficou a contento.
Tarefas para todos
Algumas tarefas podem ser divididas entre pais e filhos, as quais tornarão a vida muito mais fácil para todos em casa.
Antes de sair para o colégio ou o trabalho, cada membro da família deixará sua cama arrumada e o quarto em ordem. Se as crianças menores ainda não sabem arrumar sua própria cama, podem esticar os lençóis e deixá-los esticados até que outra pessoa arrume.
Pode haver um plano de rodízio para os horários de refeição, tal como:
  • Quem põe a mesa para as refeições durante uma semana, ajudará a mãe ou o pai lavando e secando a louça na semana seguinte, alternando com os outros irmãos.
  • Picar os vegetais para a salada.
  • Limpeza das lixeiras de toda a casa.
  • Cortar a grama (se houver) ou regar as plantas.
  • Se possuir uma mascote, cuidar para que tenha comida, bebida e que o lugar onde permanece se mantenha limpo.
  • Se possuir um cachorro, alguém deve levá-lo para um passeio diariamente.
  • As crianças menores podem executar tarefas mais simples como verificar se os botões do fogão a gás estão desligados, se há luzes desnecessariamente acesas pela casa ou se as portas estão trancadas.
Reunião de Planejamento
Devido ao trabalho dos pais, aos horários dos colégios e outras atividades, é uma boa idéia convocar todos os membros da família para uma reunião periódica a fim de analisar quais são as tarefas necessárias e como distribuí-las eqüitativamente para que o lar marche eficientemente.
Nesta reunião familiar, é importante que as crianças participem na enumeração das tarefas que devem ser realizadas diária, semanal ou mensalmente, pois sua iniciativa (em vez de uma lista elaborada pelo pai ou a mãe), é fundamental para o êxito do plano.
Também se devem elaborar planos de rodízio para alguns trabalhos um pouco mais chatos, como lavar a louça depois das refeições ou recolher o lixo.

Thursday, October 26, 2006

Responsabilidade dos Filhos no Lar
Tradicionalmente se diz que a mãe é a “dona da casa” e há aqueles que a reconhecem como a “rainha do lar”, contudo, é cada vez mais comum que ela passe poucas horas do dia em casa devido aos compromissos de trabalho. É por isso que para que um lar seja mantido organizado de modo eficiente, sem se tornar um fardo para ela, e motivo de estresse para todos, é preciso a colaboração dos pais e filhos.
Quando em uma casa existe a participação de todos, se desenvolve um ambiente propício para uma relação de cumplicidade e camaradagem entre os membros da família, além de uma maior união familiar. Cada membro da família, por mais jovem que seja, pode e deve contribuir nas tarefas domésticas que existem para serem realizadas diariamente em casa.
A divisão das responsabilidades do lar para cada membro da família não somente facilitam a vida dos pais, mas também estão ligadas à educação, ao estabelecimento de hábitos de ordem e trabalho em grupo, ao desenvolvimento de virtudes, como a responsabilidade, a autonomia e a auto-estima. As crianças se sentem membros ativos de sua família e sabem que deles depende, em parte, o bom funcionamento do lar.

Minha Família
Meu patrimônio mais precioso.