Wednesday, December 27, 2006

As Três Fases da Formação de Crenças e Valores
Todo pai responsável e cristão se preocupa em infundir princípios, valores religiosos e morais em seus filhos. Esperam que estes ensinamentos sirvam de referenciais para a tomada de decisão durante a fase posterior da vida, quando estiverem longe dos olhos e tutela dos pais.
Contudo, a pergunta mais freqüente é: qual a melhor idade para ensinar religião aos filhos?
Os especialistas afirmam que a formação de crenças e valores são desenvolvidas na infância, razão pela qual deve-se aproveitar ao máximo esse curto período de aprendizado.

Primeira Fase
Até os sete anos de idade a criança não tem plena capacidade cognitiva, ou seja, não é plenamente capaz de fazer associações, abstrações e não possui mecanismos de raciocínio independente. Ela se contenta com o raciocínio que o adulto faz por ela. Apesar de ser uma pessoa consciente, não têm consciência de é consciente. Essa fase é chamada de absorção, porque o cérebro funciona com se fosse uma esponja, absorvendo tudo o que vivencia, sem questionar. É nesse período que o inconsciente codifica a grande maioria das crenças, valores e atitudes que compõem a personalidade do individuo. Se você nasceu numa família religiosa, por exemplo, provavelmente é religioso hoje.

Segunda Fase
Dos sete aos quatorze anos, a criança passa para uma segunda fase, chamada de modelação. Ela começa a copiar não o que escuta, mas o que presencia. Se a mãe lhe diz: “Não minta para ninguém” e a criança percebe que ela está mentindo para o vizinho, ela aprende que mentir é válido. Nessa segunda fase, a criança registra, compara e copia os exemplos. Agora já não são mais crianças, mas adolescentes que procuram modelos. Por isso, copiam o corte de cabelo de um jogador de futebol, o modo de se vestir de alguém que admira e procuram imitar o grupo de amigos. Isso não é bom e nem ruim em si mesmo. Poderá ser ruim se os modelos escolhidos fugirem do padrão desejado pela família.
É importante durante esta fase, monitorar as companhias e colocá-los diante de modelos dignos de serem imitados, tais como: um líder religioso, de desbravadores, um parente ou amigo que tenha valores e princípios compatíveis com os da sua família. Nesta fase, os filhos estão mais propensos a ouvir qualquer outra pessoa desde que não sejam os pais.

Terceira Fase
Aos quatorze anos a criança entra na terceira fase, chamada de socialização, que vai até os vinte e um anos de idade. Teoricamente, o individuo está amadurecido, embora isso não seja regra geral, pois há pessoas com mais de 40 anos que nunca saíram de casa, emocionalmente. Portanto, é no período que vai do nascimento aos sete anos que o inconsciente codifica a grande maioria das crenças.

Conclusão
Com base nestas considerações se conclui que os pais possuem uma estreita faixa de real influência sobre seus filhos. Geralmente, a fase de ter crianças pequenas em casa, coincide com o tempo em que os pais estão lutando para se firmar em suas atividades profissionais/financeiras, ou concluindo uma especialização acadêmica. É também nesta fase que os filhos, freqüentemente, são deixados a maior parte do tempo com babás, empregadas, escolinhas ou em frente a TV.
Se deixá-los aos cuidados de outros for inevitável, procure cuidadosamente pessoas que estejam dentro de um padrão desejável de valores éticos, morais e religiosos compatíveis com os seus.
Quando estiver em casa priorize os filhos investindo neles tempo real e de qualidade. Não deixe passar a fase da absorção, tão propícia para o ensino da verdade, da dignidade, do amor, da bondade e de outros valores essências. Mas, se depois de fazer todo o possível ainda parecer insuficiente, saiba que possui um “Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará..., esse vos ensinará todas as coisas...” (João 14:26).

Friday, December 15, 2006

As Crianças Precisam de Religião?
Autor desconhecido

Sim e não. Certamente contraditório, mas não incompreensível. Se falamos de religião como a estruturas do poder, níveis de controle, liderança da igreja, cargos da igreja, sistemas doutrinários humanos, coisas feitas com a intenção de obter a salvação, finanças da igreja e até estilos de culto de adoração eu diria que as crianças não precisam de religião. As crianças precisam de cristianismo. Religião tem a ver com sistema organizacional, institucional, enquanto que cristianismo tem a ver com um relacionamento experiencial e de obediência a Jesus Cristo.

É importante compreender que “religião” e “cristianismo” não são a mesma coisa. Não só não representam a mesma coisa, como podem ser antagônicas. Elas são antagônicas quando as pessoas que mantêm e controlam as estruturas do poder – em nível local, regional ou nacional – não tiveram sua vida transformada pelo evangelho, nem são influenciadas pelo modelo de liderança de Jesus, e tiram proveito de sua posição.

A religião pode, em determinados casos, ser até mesmo prejudicial, quando desenvolve uma culpa – que é real a todo pecador – mas sem apresentar a graça e o perdão que Deus tem disponível a todo pecador. É opressiva quando as regras e os ritos são um fim em si mesmo, ou um meio de conseguir tornar-se recomendável a Deus. É atemorizante quando se fala mais do poder do diabo do que do poder de Deus, quando a criança vê maiores manifestações de exorcismo do que de vidas transformadas pelo poder do evangelho. É frustrante e vazia quando se perde numa repetição de ritos e tradições, falatórios decorados, rituais repetitivos e monótonos em que o próprio praticante não conhece a razão de tal sistema tornando-se num autômato. Por outro lado, o praticante mais racional, que busca uma resposta lógica e objetiva para a prática da religião poderá chegar a um “stress” religioso.

O teólogo David Marshall, editor inglês, afirma que o “stress” religioso é experimentado por aqueles que proferem vereditos negativos sobre si mesmos; e os que, por crerem que precisam operar a própria salvação (ao invés de aceitar a de Cristo), caem à beira do caminho quando a luta se torna excessiva para eles.

Mas se a religião é usada como um meio para se alcançar um fim, então ela é benéfica e necessária. Se a religião é apenas um instrumento sistematizador mas não dogmático da Bíblia, se apresenta o problema do pecado mas a solução centrada em Cristo, se apresenta o evangelho como um poder que transforma vidas, se mostra evidências do poder de mudar até as tendências herdadas e as adquiridas ao longo da vida, então, eu diria: certamente, toda criança precisa de religião.

A criança tem que vivenciar uma religião de descanso que Jesus oferece. Isso não quer dizer que essa religião ensine a isenção das obrigações, mas que as ordens de Jesus proporcionam tantos benefícios, físicos, emocionais, psicológicos e sociais, além do espiritual, que atendê-las é descansar. Jesus remove o desespero da busca pela justiça. Religião tem a ver com regras; cristianismo tem a ver com relacionamento diário com Cristo, que se dá pela leitura meditativa da Bíblia e pela prática da oração.

Eugene Peterson parafraseou o Novo Testamento, depois de anos de estudo do grego. Segundo ele, Jesus teria afirmado em Mat. 11:28-30: “Você está cansado, fatigado? Exausto de religião? Venha a Mim. Ponha-se à parte comigo e terá sua vida revigorada. Eu lhe mostrarei como descansar verdadeiramente. Caminhe comigo e trabalhe comigo – observe como Eu faço. Conheça a cadência não compulsória da graça. Não colocarei sobre você coisa alguma pesada ou que não se ajuste a você. Mantenha-se em Minha companhia e aprenderá a viver alegre e em liberdade.”

Essa é a religião que as crianças precisam. E diga-se de passagem, não só elas mas todos nós que buscamos um sentido para vida e uma resposta inteligente para as complicadas questões que afligem a humanidade.

Sunday, December 10, 2006

O QUE VOCÊ É FALA MAIS ALTO

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf. Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:
- Quanto custa à entrada?
O bilheteiro respondeu prontamente:
- São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos. A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?
Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete. O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:
- O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim? Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença. Poderia ter economizado três dólares.
O pai, sem se perturbar, disse:
- Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade.
Sem a consciência que Bobby tinha da importância de sermos verdadeiros em todas as situações do cotidiano, muitos de nós apresentamos uma realidade distorcida aos nossos filhos. Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo.
Desconsiderando a grandeza da integridade e da dignidade humanas, permitimos que esses valores morais sejam arremessados fora, por muito pouco. Nesses dias de tanta corrupção e desconsideração para com os valores e princípios bíblicos, vale a pena refletir sobre os exemplos que temos dado aos nossos filhos.
Às vezes, não só mentimos ou falamos meias verdades, como também pedimos a eles que confirmem diante de terceiros as nossas inverdades. Agindo assim, estaremos contribuindo para a construção de uma sociedade moralmente enferma. Ademais, o fato de mentirmos nos tira a autoridade moral para exigir que os filhos nos digam a verdade, e isso nos incomoda.
Pensamos que pequenas mentiras não farão diferença na formação do caráter dos pequenos, mas isso é mera ilusão, pois cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos, estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam. Daí a importância da autoridade moral, tão esquecida e ao mesmo tempo tão necessária na construção de uma sociedade mais justa e digna. E autoridade moral não quer dizer autoritarismo.
Enquanto o autoritarismo dita ordens e exige que se cumpra, a autoridade moral arrasta pelo próprio exemplo, sem perturbação. A verdadeira autoridade pertence a quem já se conquistou a si mesmo, domando as más inclinações e vivendo segundo as regras de bem proceder. Dessa forma, o exemplo ainda continua sendo o melhor e mais eficaz método de educação.
Diz o poeta americano Ralph Waldo Emerson: “Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo.”
Em tempos de desafios e lutas, quando a ética e a moral são mais importantes que nunca, assegure-se de ter deixado um bom exemplo para aqueles com quem você trabalha ou convive. Sejamos cartas vivas de lições nobres que possam ser lidas e copiadas pelos que convivem conosco.
Adaptado do livro: Histórias para aquecer o Coração