Contudo, a pergunta mais freqüente é: qual a melhor idade para ensinar religião aos filhos?
Os especialistas afirmam que a formação de crenças e valores são desenvolvidas na infância, razão pela qual deve-se aproveitar ao máximo esse curto período de aprendizado.
Primeira Fase
Até os sete anos de idade a criança não tem plena capacidade cognitiva, ou seja, não é plenamente capaz de fazer associações, abstrações e não possui mecanismos de raciocínio independente. Ela se contenta com o raciocínio que o adulto faz por ela. Apesar de ser uma pessoa consciente, não têm consciência de é consciente. Essa fase é chamada de absorção, porque o cérebro funciona com se fosse uma esponja, absorvendo tudo o que vivencia, sem questionar. É nesse período que o inconsciente codifica a grande maioria das crenças, valores e atitudes que compõem a personalidade do individuo. Se você nasceu numa família religiosa, por exemplo, provavelmente é religioso hoje.
Segunda Fase
Dos sete aos quatorze anos, a criança passa para uma segunda fase, chamada de modelação. Ela começa a copiar não o que escuta, mas o que presencia. Se a mãe lhe diz: “Não minta para ninguém” e a criança percebe que ela está mentindo para o vizinho, ela aprende que mentir é válido. Nessa segunda fase, a criança registra, compara e copia os exemplos. Agora já não são mais crianças, mas adolescentes que procuram modelos. Por isso, copiam o corte de cabelo de um jogador de futebol, o modo de se vestir de alguém que admira e procuram imitar o grupo de amigos. Isso não é bom e nem ruim em si mesmo. Poderá ser ruim se os modelos escolhidos fugirem do padrão desejado pela família.
Terceira Fase
Aos quatorze anos a criança entra na terceira fase, chamada de socialização, que vai até os vinte e um anos de idade. Teoricamente, o individuo está amadurecido, embora isso não seja regra geral, pois há pessoas com mais de 40 anos que nunca saíram de casa, emocionalmente. Portanto, é no período que vai do nascimento aos sete anos que o inconsciente codifica a grande maioria das crenças.
Conclusão
Com base nestas considerações se conclui que os pais possuem uma estreita faixa de real influência sobre seus filhos. Geralmente, a fase de ter crianças pequenas em casa, coincide com o tempo em que os pais estão lutando para se firmar em suas atividades profissionais/financeiras, ou concluindo uma especialização acadêmica. É também nesta fase que os filhos, freqüentemente, são deixados a maior parte do tempo com babás, empregadas, escolinhas ou em frente a TV.
Quando estiver em casa priorize os filhos investindo neles tempo real e de qualidade. Não deixe passar a fase da absorção, tão propícia para o ensino da verdade, da dignidade, do amor, da bondade e de outros valores essências. Mas, se depois de fazer todo o possível ainda parecer insuficiente, saiba que possui um “Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará..., esse vos ensinará todas as coisas...” (João 14:26).
